terça-feira, 17 de setembro de 2013

Separando o trigo do joio


Infelizmente, como aqui já foi referido várias vezes, Querida Mãezinha estraga-se muito.
Assim coisinha de maior, podemos contar com ela pelo menos uma vez por ano.
Querida Mãezinha tem baixa densidade óssea o que associado a várias outras fragilidades (por exemplo síndrome vertiginoso) faz com que cada vez que cai, parta um ossinho ou outro (desta vez não chegou sequer a cair; tropeçou, segurou-se a um gradeamento que ali havia e ao tentar suportar o peso do seu próprio corpo em queda, na torção que o braço fez, partiu-o... o braço, não o gradeamento).

Como tal, desde miúda que me vejo nestes assados de urgências, hospitais, médicos/as, enfermeiros/as, etc, tendo até muitas mais horas de hospital do que muitos dos médicos com que me vou cruzando (acho mesmo que já devia mesmo poder ser considerada bacharel em medicina e/ou enfermagem).

Tenho desde sempre, a melhor das impressões acerca dos profissionais em hospitais públicos; tanto Querida Mãezinha  (a paciente) como eu (a impaciente), fomos sempre bem tratadas, com profissionalismo, respeito, cuidado e, muitas das vezes, carinho.

Duas excepções confirmam no entanto a regra (não há regra sem excepção); a primeira aconteceu durante o meu parto na MAC e perpretada pela enfermeira parteira, a quem vi jeitos de ainda que naquela situação e até porque ela estava mesmo ali a jeito, lhe enfiar um pontapé nos queixos (a seguir havia de usar as contracções como desculpa para o movimento "involuntário" do meu pé) mas temi pelo miúdo que estava mesmo ali à porta e a quem eu tive medo de que aquela enfermeira-parteira endemoninhada fizesse alguma, e deixei-me ficar muda e queda, enquanto ouvia os improprérios que dizia e me submetia ao desrespeito e mau trato (foram as suas próprias colegas que ma tiraram da frente enquanto me pediam desculpas pelo comportamento da parteira arrenegada).
Segurei-me o tempo todo, com o pensamento fixo de que no dia subsequente ao parto faria queixa, mas depois vieram as hormonas...as filhas da mãe das hormonas que me deixaram em estado de graça e de bem com o mundo e deixei passar.. (Divina Providência pôs-me mais tarde esta mesma enfermeira a atravessar a rua fora da passadeira mas que querem, não devo de ter instintos assassinos (pelo menos os suficientes) e deixei-a atravessar na paz do Senhor - mas pensar passar-lhe com o carro por cima, pensei).

A segunda excepção aconteceu na passada sexta-feira.
E hoje, frente ao enfermeiro-chefe, escrevi no livrinho, a reclamação.

5 comentários:

  1. Fizeste muito bem, é uma vergonha aquilo pelo que vocês passaram.
    Se as pessoas não reclamarem a Administração não sabe o que se passa e não pode fazer nada para corrigir esta situação.
    Espero bem que as pessoas envolvidas sejam sujeitas ao competente procedimento disciplinar.

    ResponderEliminar
  2. Era a única coisa certa a fazer Amiga:)
    E querida Mãezinha? Melhor?

    jinhosssss

    ResponderEliminar
  3. Ai que daqui a semanas estou eu numa sala de partos, entregue a sorte que o Senhor me der. Já ouvi tantas histórias de parteiras, enfermeiras e médicos (vou ser sincera, quase sempre ou sempre foi de mulheres enfermeiras, parteiras e médicas) que não sei porquê nem porque não são grosseiros, mal educados e mesmo agressivos com as pobres das futuras mães em trabalho de parto que até tremo só de pensar.
    Primeiro, bem sei que nos metemos nelas e temos que aguentar, bem sei que desde sempre assim foi, desde que o mundo é mundo, e até os animais passam por isso, mas por amor de Deus qual a necessidade de marginalizar a grávida em trabalho de parto. Opá, dói (pelo que sei), custa, deve ser uma ansiedade e medo que só Deus sabe, e nem toda a gente deve lidar bem com isso. Mas só queria ter uma boa equipa, por amor de Deus, que me ajudem que eu prometo tentar ser o mais dócil possível e seguir à risca o que me dizem.
    As melhoras para a mãe.
    E a reclamação tinha que ser, tal como é um dever votar nas próximas eleições, é um dever reclamar dar porcaria do serviço público que muitas vezes temos direito.
    Beijos

    ResponderEliminar