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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

1001 noites com o Ali Babá


Estou em pulgas!
Entre os dias 13 e 17 de Agosto, Sintra acolhe uma feira oriental com os sabores, as cores, as texturas e os cheiros da cultura árabe.
Para além de lá poderes encontrar, e comprar, artesanato oriental - velas, candeeiros, bijuteria, roupa - também podes experimentar a gastronomia tipica, provar os chás e fumar shisha.
Para os mais destemidos e que queiram saber como é, vão poder passear de camelo e de burro.
As Noites Árabes de Sintra prometem ainda espectáculos de fogo e dança do ventre, concertos de música que fundem os sons do oriente com o ocidente e demonstrações de falcoaria; quem gostar e quiser pode também fazer uma tatuagem de henna.
Adivinhem quem é a morta de saudades que lá vai estar caída?
(Sintra, não me desapontes, por favor…)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Saudades

Hoje recebi uma foto das Arábias!
As minhas miúdas, Nelly (Venezuela), Tonia (Espanha), Ornela (Itália), Ursula (Argentina), Fernanda (Colombia), Kelly (África do Sul), Dominique (França), e Jordana (Kuweit) escreveram-me para dizer que já lá estão todas e perguntam-me quando volto.
E que que não faço a mais pequena ideia se e quando volto, fico para aqui a morrer de saudades, delas e de um país, em que ainda que tão diferente culturalmente do meu, eu sou tão, mas tão feliz!    

sábado, 8 de março de 2014

Dia da Mulher


Esta foto foi tirada no muro do meu condominio na Arábia Saudita já vai para dois anos,  e na altura pensei usá-la para coroar este post, mas depois guardei-a para um melhor dia; Hoje é o Dia!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Na Arábia Saudita


Cheias na Arábia Saudita (Ryadh) e há uma hora atrás um mini tufão passou pelo meu condominio em Jubail.
As árvores dançaram e algumas foram mesmo arrancadas do chão.
Esta aterrou em cima da casa da minha amiga Ursula.
Depois digam que o clima não está a mudar (ou isso ou a Arábia tem tantas saudades minhas como eu dela e manifesta-se assim)...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tenho saudades da Arábia...


Tenho muitas, muitas, MUITAS saudades da Arábia!
Tenho saudades dos cheiros, do vento sempre quente, das tempestades de areia, dos passeios no deserto, do som mágico das orações, do meu jardim, das minhas flores (será que a minha árvorezinha já cresceu), dos gatinhos, da minha praia de água transparente e quentinha (e só para mim), da tenda, de fumar o narguilé, das ladies (e da algaraviada que fazíamos), da salsa, do boy, dos sustos que, graças a Deus, nunca foram nada, de usar as minhas abayas, de andar descalça todo o dia...até da osga já tenho saudades!
Tenho mesmo saudades...muitas!


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sôdaaaade, sôdaaaaade...

Estava eu tranquilamente conversando com a Maggie enquanto as nossas bichas cadelas brincavam no jardim, quando reparei que os olhos dela (da Maggie) se fixavam num ponto atrás de mim; rodei para ver o que era e... lá estava ela!
Corri para longe enquanto gritava à Maggie "fotografa, fotografa"!
Ela fotografou e aqui está o registo da coisa; já a fui comparar para ver se seria a minha Geckolina que teria vindo ao meu encontro mas parece que não...é outra...
Nunca pensei dizer isto mas tenho tantas saudades da bichinha...animava-me tanto os dias...e as noites!
 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Das Arábias

Aprendi lá como fazer, e ficou-me o gosto.
Bem fresquinha é uma delicia para atravessar esta canícula!

1,5l de água fresquinha
4 limões gordinhos
Hortelã (muuuuuuuito, nem sei quanto; ponha, ponha, ponha)
Açúcar (ao gosto de cada um)
Gelo picado

Lava os limões e corta ao meio;
Espreme, espreme... (menos meio que fica para cortar às rodelas e decorar);
Pica a hortelã (menos umas quantas folhinhas que ficam para dar um ar de sua graça);
Bota tudo para dentro do jarro;
Junta a água, o açúcar e o gelo;
Mexe, mexe, remexe e volta a mexer
et voilà!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Noticias da Arábia

E chegou uma foto da árvore (frangipani) que deixei plantada no meu jardim das Arábias!
Que pena não estar lá para lhes tocar...
  


sexta-feira, 17 de maio de 2013

E agora sabemos

que o próximo ano não passa pela Arábia Saudita!
Por este ano não haverá mais histórias arábes, nem aventuras com a osga (saudades dos meus gatinhos...)
Espera-nos um outro destino; saimos do país onde nada se pode, para um país onde tudo se pode!
A mesma sorte não teve um colega do Mais Que Tudo que arrancou hoje para a Bielorússia (alguém sabe por acaso onde fica a Bielorússia(de cor, não vale ver no mapa)...
Algures, onde nem a internet chega, num ermo no meio das estepes, gelado até aos ossos, estará um português, e sei que o meu pensamento vai estar muitas vezes com ele... de olhos postos no céu, agradecendo não sermos nós.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ó senhores caramelos da Arábia Saudita!

Então agora querem-me acabar com o Skype, WhatsApp, Viber e mais não sei o quê?
Mas vocês sabem, ou sonham sequer, a falta e o jeito que isto nos faz?
Vocês sabem o que é estar longe do abraço de quem se quer bem?
Vocês sabem a diferença que faz para alguém que está longe, uma palavra, um sorriso ou mesmo um silêncio carregado de cumplicidade?
Então ando eu para aqui a dizer que as boas mudanças, por aí, já estão em curso e agora viram-me o bico ao prego (escusam de vir já cá dizer "Vês? Toma lá com a tua querida Arábia Saudita!", porque o mui moderno Dubai já aboliu o skype há que tempos)?
Anda uma pessoa aqui a inventar novas formas de manter as rotinas de familia (jantares ao mesmo tempo com o computador na mesa, festas de aniversário com o computador ligado, etc) e vocês vêm dar cabo disto?
Há uns anos Sting cantava "I hope the russians love their children too" a propósito da bomba, e eu digo agora, i hope you saudis love your chidren too; sim, vocês também têm filhos a estudar no estrangeiro e  maridos a trabalhar fora...   

terça-feira, 19 de março de 2013

Começa a ser assustador...

A sério, já começa a assustar; há três dias que estamos debaixo de uma tempestade de areia, e o vento não pára de soprar; ontem deu-nos uma tréguazinha de umas horas para logo aumentar de intensidade.
O mar que aqui praticamente não bule, rosna e bate com força na areia (acordei a meio da noite com uma onda que ribombou como um trovão).
Alguém feche a porta, faxavôr, que está a fazer muita corrente de ar!  

domingo, 17 de março de 2013

Aceitam-se encomendas

A contrafacção por aqui é um caso serio; todas as marcas.
Quase perfeitas, com as bolsas protectoras originais e todos os cartõezinhos que costumamos encontrar lá dentro, garantindo ser um produto original.
Tão boas as imitações que em muitos casos se torna extremamente dificil distingui-las das verdadeiras.
Os preços oscilam entre os 130 e os 250 reais sauditas (€26,00 e €50,00)
Alguém interessado?
P.S. - e não são só carteiras; porta-moedas, cintos, sapatos, joalharia...

E lá fomos comprar o narguilé (Shisha)

Pois o que eu pensava ser uma coisa fácil, levou umas duas horas a acontecer!
De entre milhões de modelos, de cores, de alturas, de materiais, houve que escolher um!
Eram tantos, tantos que se tornou dificil a escolha.
Depois de escolhido o modelo, pensava eu que era só mandar embrulhar, mas não!
Foi preciso escolher os 45 milhões de acessórios que a coisa leva; a boquilha, o coiso de barro para arder (não sei o nome), o coiso que acende (não sei o nome), o coiso que se põe em cima (não sei o nome) mais o coiso onde ficam os carvões (não sei o nome), e ainda a pinça, e isto, e aquilo, e mais não sei o quê, e depois a shisha (aquilo que se fuma), a sua proveniência e o seu sabor e o raio c´a parta!
Isto tudo sempre com salamaleques para aqui, e salamaleques para ali.
E depois foram os testes para ver se a coisa "fumava" bem!
E depois a demonstração de como montar toda aquela parafernália!
O narguilé (a coisa em si) já cá mora, e a shisha também, só que aqui em casa mudou de nome...agora chamo-lhe "CHIÇA", por forma a lembrar-me da seca que foi!
CHIÇA!!!

É tão facil viver lá!

Acordar pouco depois do Sol nascer, e ouvir a segunda chamada para a oração.
Tomar um pequeno almoço a dois, despedir-me de ti lá fora no jardim, acenar-te até te ver desaparecer no caminho, acabar de tomar o café sentada lá fora no jardim; abrir todas as janelas e deixar entrar a luz.
Sair e encontrar as amigas no pequeno autocarro que nos leva onde quisermos; combinar o trajecto por forma a servir as necessidades de todas.
Sair e comprar, com pouco dinheiro (é tudo tão barato), tudo o que faz falta em casa.
Gastar o resto do tempo até que o motorista nos venha recolher, a passear pela cidade com as amigas, procurando e encontrando pequenos tesouros.
Chegar um pouco mais cedo ao ponto de encontro a tempo de tomar um capuccino e fumar um cigarro recostada em almofadões.
Regressar a casa, despir a abaya, arrumar as compras e deixar destinado o jantar; vestir o biquini e, como miúdas pequenas, ir até à praia ter com as amigas.
Almoçar debaixo de um chapéu de sol, dormir a sesta (quando finalmente se calam) numa cadeira de praia...ou ficar por casa se o tempo não está de feição e convidar as amigas para vir tomar café/almoço/lanche...ou ir a casa delas...
Juntar o grupo todo e organizar formas de ganhar dinheiro (bake sales, handcrafts, etc) para doar a instituições que escolhemos ajudar.
Ou optar por ficar a ler, a jardinar, ou a fazer outra coisa qualquer, em casa.
Viver todo o dia de calções e xanatas e ao fim do dia acender as velas do caminho para que, tremeluzindo, te digam que estou em casa; na nossa casa das Arábias.
Ver-te chegar sorrindo no mesmo caminho por onde te foste de manhã, com os gatos correndo à tua frente; receber-te com um sorriso e um beijo de boas-vindas, e fechar, finalmente, a porta de casa, atrás de nós.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Fumando narguilé (chicha)

Eu tinha de experimentar!
Hoje ganhei coragem, perdi a vergonha na cara e pedi ao boy que me preparasse uma chicha na praia.
Já enviei a foto ao Mais Que Tudo dizendo-lhe que gostei muito da coisa (salvo seja) e recebi  seguinte mensagem de volta: -" Veste a abaya que hoje à noite vamos às compras".

Habemus pão!

O irlandês da casa ao lado foi-se embora para outras paragens, e agora tenho por vizinhos um casal de italianos já velhotes (mas cá com uma genica).
A signora chama-se Bruna (depois conto-vos mais dela, porque é só de si um tratado) e ao melhor estilo de nonna italiana, cozinha noite e dia!
Sentindo os aromas que saem daquela casa, não resisti a ir apresentar-me e oferecer os meus (parcos) préstimos para o que seja.
Apareceu-me de rolos na cabeça (juro), bata de nonna, olhos de menina pequena, um sorriso de gente bem resolvida, e mãos brancas de farinha.
Estava a fazer pão.
Convidou-me a entrar para prendere un caffè.
Claro!
Com o café veio um pãozinho quentinho e tão bom, mas tão bom, que não resisti a pedir-lhe logo ali que mo ensinasse a fazer!
Agora, temos pão fresco todos os dias, feito por mim, em casa e ao modo bimba; amassado à mão, e sem Bimby.



quarta-feira, 13 de março de 2013

Este meu Aladino...

Opah, desculpem-me o exercício de vaidade mas desta vez não resisto mesmo a partilhar o autefite!
Mais Que Tudo chegou-me a casa com um presente (e não foi por ser dia 13; foi só porque sim); esgadanhei o embrulho o mai rápido que pude, e o que estava lá dentro, o que era, o que era, o que era?
A mais bonita abaya a que já deitei os olhos (e o corpinho também)!
Esta!

Não querendo meter nojo

Só mesmo porque há coisas que têm de ser partilhadas,
Hoje, por aqui esteve um dia do caraças!