Ainda não há muitos dias andava por aí um texto que reclamava dos homens do lixo, também vulgarmente conhecidos como almeidas, e da barulheira que fazem.
Confesso que vezes há, que me enervam um bocadinho mas basta-me uma ida à zona velha da cidade, onde as ruas são mais estreitinhas e os carros vão em pára/arranca atrás do camião, à hora em que andam a recolher o lixo, ou uma ida ao largo onde se realiza a Feira da Ladra ao final de um sábado ou terça-feira, para de imediato o espanto e admiração, ocuparem o lugar onde está, às vezes, a enervação.
Rápida e de forma eficiente, sem que quase ninguém veja, estes homens e mulheres, puxam caixotes, arrastam caixas e sacos, seguram agulhetas (já tentaram segurar numa?) que varrem com água o chão à sua frente e sem esperar aplausos, depois de tudo limpinho, correm para as traseiras das camionetas que os hão-de levar à esterqueira seguinte.
De manhã, quando acordamos e saímos de casa, à excepção de um ou outro caixote que a porteira ainda não recolheu, não há sinais destas pessoas que todos os dias nos arrumam a cidade.
Obrigada.
Rossio, ontem após os festejos e Rossio hoje pela manhã
