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sábado, 9 de novembro de 2013

(des)Concerto

Os miúdos (14 e 16 anos) receberam mensagem de amigos  avisando  que vai haver um concerto hoje; enquanto aguardam mais informações acerca do local exacto e da hora, aproveitam para pedir às mães autorização para ir com os amigos.
As galinhas mães ficam um pouco cépticas e eu forço a barra intercedendo por eles e disponibilizo-me para imediatamente telefonar a um amigo daqui que sabe as festas todas pedindo informações e entrada gratuita para os pirralhos.
O meu amigo não sabe de nenhum concerto…
Uma das galinhas mães diz de imediato:
- Ah, se nem o teu amigo sabe de nada, é melhor não irem porque isso deve de ser uma tramóia para roubarem orgãos e depois vender!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E aqui estou à lareira...

…esperando por elas.
A casa está pronta, as camas feitas de lavado, cheira a alfazema no ar; a mesa está posta (pão de lenha, queijo, azeitonas), o vinho aberto,  as velas acesas e o jantar pronto.
A música toca suave, espicaço o fogo e as chamas elevam-se; aos meus pés a cadela dormita…
Quanta perfeição neste pequeno momento!
Obrigada meu Deus!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Eu não digo que vêm todos? Isto só a mim!

Primeiro pensei que estava a ouvir mal, depois achei que era brincadeira, tardei em perceber que era mesmo a sério.
O meu amigo D. ligou-me hoje a dizer que também quer vir à feira com a namorada, mas que queriam trazer os cavalos; pergunta se me importo que fiquem na garagem (os cavalos, não o D. e a namorada)... 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Tudo a postos!


A vila começa a vestir-se de festa; as estruturas estão montadas, os espaços delimitados, as roulotes das bifanas e farturas já ocupam os passeios, nas varandas limparam-se as folhas secas dos vasos e sacudiram-se as trepadeiras.
As casas, por dentro, também já se mostram vaidosas; os prémios estão bem à vista, as camas feitas de fresco para acolher quem chega, as chaminés e as lareiras limpas, prontinhas para que se acenda o lume onde se assarão as castanhas que serão devoradas em amena cavaqueira, regadas a água-pé e abafadinho gelado.
Os atrelados foram limpos e pintados e os dourados esfregados até brunirem.
Mas esta festa não seria A festa sem os bem amados cavalos.
Os daqui, como os Veiga, correm no pasto até à hora em que serão lavados, os cascos limpos, as patas enfaixadas, as crinas entrançadas, e só então se deixarão ver em todo o seu esplendor; os de fora já começaram a chegar.
Há no ar uma agitação própria da festa que está para começar, e que durará duas semanas.
O programa já foi publicado e todos são bem vindos!

domingo, 27 de outubro de 2013

Ai as minhas cruzes!


Eu sei que há empresas que fazem isto e que precisam de trabalhar, mas o problema é que eu sou uma pessoa impaciente que quando tem uma ideia, tem imediatamente de a pôr em prática ou não sossega, e é assim que eu me meto em apuros!
Neste momento em que vos escrevo tenho já um Voltaren no bucho e um emplastro nas costas.
Dois acontecimentos levaram a este estado das costas coisas; primeiro andei a mudar os colchões da cama de Filhinho Mais Lindo Riqueza de Sua Mãe (já dormia nele - o outro era o da cama-gavetão-  desde mil novecentos e troca o passo, quando a criatura tinha para aí uns 7 anos) e em segundo, a Feira da Golegã aproxima-se a passos largos.
E o que é que uma coisa tem a ver com outra perguntam vocês todos em coIro (vá, perguntem).
Eu respondo; é que o que me sobra de colchões aqui, faz-me falta na cottage para acolher o bando de ingóspios que por esta altura me invadem a casa!
A cottage, não sendo gigante, de pequena também não tem nada mas tendo em vista o que acontece ano após ano, já sei que nunca chegam os quartos (e as camas) para todos aqueles que resolvem pôr-se ao caminho (quase chego a acreditar que fretam autocarros da Rodoviária).
Ora vai daí, pus-me a alombar com os colchões (estes de que já falei e outros dois que moravam aqui no sotão talvez há uns dois anos) para o carro.
Cheinho que estava o carro, sobrava-lhe um espacinho aqui, outro ali que eu achei por bem preencher com mais algumas coisinhas…uns edredons extra para as camas extra…uns candeeiros tão giros que tinha comprado no Ikea há uns tempos a pensar na cottage…uns cestos de verga que açambarquei na última feira por onde passei…uns conjuntos de copos...umas canecas para o chocolate quente… mais isto e mais aquilo e fiz cento e tal klms encolhida no banco do condutor, cabecinha à banda, a ver apenas uma nesguinha de espelho e a rezar para que a policia não me agarrasse nestes preparos.
Lá chegada foi descarregar toda aquela traquitana e depois montar o estaminé.
Na garagem jaziam empilhadinhas as paletes que me sobraram dos bonitos que fiz no terraço e que eu tinha imaginado poderiam servir para fazer as camas improvisadas (que quando não estiverem a ser utilizadas darão bonitos "sofás")
E vai de continuar a alancar, agora da garagem para dentro de casa.
O balanço é positivo e gostei do efeito final.
A cottage já pode assim receber todo o cão e gato que por lá se lembre de aparecer!
O pior mesmo são as minhas cruzes...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Festa na cottage


Primeiro abrimos a porta e apareceu-nos logo uma pantera negra a bufar mas vendo que não assustava ninguém optou por dar ela às de vila Diogo para fora da garagem.
Depois olhámos à volta, à procura dos bebés, nascidos em Agosto...nada!
Cadê os seis gatinhos que xôdona empregada tinha reportado o nascimento?
Bch, bsch, bsch e nada!
Procurámos debaixo dos móveis, atrás das bancadas, atrás das arcas frigorificas, das restantes máquinas, no mobiliário de Verão (entretanto já recolhido), nada!
Homessa! Se calhar a mãe (dos gatos) já os levou...
Melhor assim, pensámos nós e comecámos a operação limpeza da garagem (porque Xôdona empregada entusiasmou-se com a gatice na garagem e transformou-a, literalmente, em casa dos gatos!
A bicheza tinha pratinhos com arrozinho cozido e peixinho, para os mais esquistinhos havia  pratinhos com dois (2!) tipos de ração, caixotinhos com areão...uma alegria!
Mas foi quando o Mais Que Tudo ligou a mangueira que a animação começou!
À primeira mangueirada por debaixo da bancada, salta um gato pequenino e encharcado, depois outro, outro e outro; e de repente andavam uns ginetos molhados a correr por toda a parte enquanto os tentávamos agarrar!
Tenho tanta pena de não ter havido ninguém a filmar...
Mais Que Tudo de mangueira na mão (isto soa esquisito...) desalojava-os e eu de luvas de jardim e um toalhão tentava agarrá-los; os diabinhos enfiavam-se em toda a parte; no motor da arca, dentro da máquina de lavar roupa, no oco da bancada...eu de gatas tentava chegar-lhes mas os tipos eram como enguias e atravessavam a garagem aos saltos com o Mais Que Tudo a correr atrás deles (e a derrapar a par e passo), logo atrás corria eu também patinando no chão molhado (aterrando de rabo no chão algumas vezes).
Três horas, vinte cinco arranhadelas em cada mão e trinta e cinco trincas depois lá conseguimos agarrar os gatos e enfiá-los entre bufadelas num cesto.
Mas...só agarrámos 4...não eram seis?
Mais uma hora de busca e nada. Cadê os gatos? Bom, talvez a mãe gata já os tivesse levado...
Temos agora, aqui em Lisboa, quatro feras amansadas (mais ou menos que ainda bufam de quando em vez) à espera de um colinho.
Alguém quer uma pantera?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Chegam noticias de Portugal

Xôdona empregada diz que ouviu ruídos já tarde da noite na garagem; agarrou o primeiro varapau que viu e foi gritando "Quem está aí? Quem está aí?".
Como ninguém respondia avançou a passo firme (ahahahahahah passo firme; ela diz que ainda hoje tem as pernas bambas) e acendeu a luz.
7 pares de olhinhos piscaram tentando habituar-se à claridade repentina.
Lembram-se daquele gato?
Afinal não era gato, é uma gatinha que se habituou a andar por ali e agora, que foi mãe (seis gatinhos), achou por bem fazer da garagem maternidade (ou quem sabe habitação permanente).

sábado, 18 de maio de 2013

Temperaturas primaveris

Diz que estamos a um mês do Verão mas aqui mais parece que será Natal em breve.
É que sem lareira acesa não s´aguenta na cottage!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A armar em baby blog V


Este fim de semana quando nos dirigiamos para a Cottage (fomos já de noite) Filhinho Mais Lindo Riqueza de Sua Mãe ia cansado e não via a hora de chegar; os kms pareciam-lhe não passar e ele já ia farto da viagem.
Vai daí, deu-lhe para, volta não vira (mais ou menos a cada 5kms), fazer a pergunta sacramental das suas viagens de infância:
- Falta muito?
E eu lembrei-me!
Quando ele era pequeno as viagens de carro eram desesperantes; ainda mal tinhamos saído da nossa rua e já ele começava:
- Falta muito? Já chegámos? Falta muito? Já chegámos? Falta muito?
Só se tinha sossego viajando de noite; o tempo que ia a dormir era abençoado!
O problema é que fazia sonos curtinhos e quando acordado, junto com as perguntas, vinha o choro e o contorcionismo para se livrar dos cintos!
Um dia (uma noite) acordou já na auto-estrada e perguntou:
-Falta muito?
Eu, temendo a berraria que sabia vir a seguir, respondi:
- Não filho, é já no fim desta rua!
O tipo foi tooooda a auto-estrada calado, espreitando pelo meio dos bancos a ver se via o fim da rua!
Inacreditável!
Passei a usar esta fórmula SEMPRE; em TODA e CADA viagem!
Resultou ainda uns anos, mas ele depois percebeu...           

domingo, 28 de outubro de 2012

Rescaldo do serão de ontem


Pois ontem na cottage (chique não é? Eu cá gosto muito de dizer cottageacendeu-se a lareira pela primeira vez, neste Outono; a noite não estava particularmente fria mas queríamos assar castanhas enquanto se via um filme.
A lareira foi fácil de acender mas voltámos a ter problemas com o AV para pôr o vídeo a correr.
Ao fim de algumas tentativas lá atinámos com a coisa, e sentámo-nos (eu, uma das amigas do Sexo e a Idade e a nossa prole) aguardando que as brasas ficassem no ponto para lá pôr as castanhas.
Foram distribuidas as mantinhas e cada um tomou o seu lugar; eu fiquei de guarda ao fogo.
Acabei por ficar com tanto calor que, primeiro socorri-me do leque, depois...pus um banco lá fora no patio e vi o filme pela janela!
Em pijama!
Mas valeu a pena; as castanhas estavam que se podiam lamber (como podem ver na foto); uma delicia!
Hoje dói-me um bocadinho a garganta...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Hansel and Gretel na vila

Penso que toda a gente conheça a belissima história de Hansel and Gretel, crianças desgraçadas, filhas de um lenhador pobre que de acordo com a sua mulher, decidem abandonar as crianças na floresta porque não têm condições de as manter (estes gajos eram parvos ou quê?); as crianças que deram conta do plano, resolvem à socapa ir soltando migalhinhas para encontrar o caminho de volta (palermas!).
O resto da história aqui para o caso não interessa nada e por isso, adiante!
No fim de semana passado eu e uma das que deu nome aqui ao estaminé pirámo-nos para o campo ( a casa da da colmeia) mas pela noitinha, e depois de jantar lautamente num restaurantezinho numa localidade ali próxima, resolvemos fazer um passeio higiénico, para desmoer (ela, que eu estava lindamente).
E lá fomos nós mais a bicha cadela Mel.
Fomos andando e conversando, e continuámos a andar e a conversar, e às tantas, a bichinha com tanta passeata e converseta, teve um aperto intestinal e ai que daqui me sirvo, necessidade fisiológica em estado solido ali mesmo.
A amiga: Trouxeste saco?
Eu: Não, esqueci-me; tens lenços de papel?
A amiga: Não. E agora?
Não havendo árvores de folha larga à vista saimos de fininho, a coberto da noite.
E lá fomos, conversando, desmoendo e rindo muito.
Já noutra rua, esticão na trela; a bicha cadela travou; olhámos e lá estava ela noutro aperto.
Olhámos à volta e nem sinal de um saquito de plástico, um papel de jornal, uma folha des sardinheira assomando de uma varanda...nada (e graças a Deus, nem vivalma).
A cena repetiu-se ainda algumas vezes.
A bicha coitada estava desarranjada e foi isto, vez após vez e uma pessoa sem sacos, lenços de papel ou árvores de folha larga.
O melhor era voltar rapidamente para o carro; e onde é que ele estava?
E de que lado é que viemos? E para que lado é que é voltamos?
Perdidas! Numa vila desconhecida, a meio da noite.
Bom, to cut a long story short, só graças à bichinha que foi deixando as suas "migalhinhas" nos foi possível encontrar o caminho de regresso!
Caso contrário andaria agora a GNR ainda à nossa procura!

Nota: Tenho sempre kilos, para não dizer toneladas de sacos para as "migalhinhas" comigo; neste caso especifico tinham ficado na outra carteira, que por sua vez, tinha ficado em casa.
Embora tenha sido uma situação excepcional em mim, estou a pensar propor-me para trabalho comunitário (um estábulo ou outro que necessite ser higienizado) só para me redimir.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nunca crescer!

Com tanta arrumação e jardinagem tanto o pátio, como o terraço e até a garagem precisavam de uma boa mangueirada.
E foi o que fui fazer enquanto amiga e sua rica filha dormiam ainda.
Acoplei pistola à mangueira e mangueira à torneira e, o mais silenciosamente possível, fui varrendo com a água todo o lixo espalhado (folhas, ramos, terra).
A coisa até estava a correr bem quando, com um estouro, a pistola sai disparada da mangueira que ficando a rabiar no chão desata a atirar água para todo o lado indiscriminadamente!
Na tentativa de a agarrar, enquanto ela continuava a serpentear pelo chão, fui ficando o chamado "pinto"!
Cabelo, cara, pernas, camisa de noite (sim, ainda estava em traje nocturno),  enfim tudo, estava já encharcado!
A perseguição à mangueira tornou-se de tal forma cómica que já me ria a bandeiras despregadas (seja lá isso o que for); abre-se uma janela lá em cima e eis que assomam amiga e sua rica filha no preciso momento em que consegui agarrar a mangueira rabina!
Os olhos e a mão elevaram-se na direcção da janela e a água virou brincadeira de meninas!
Elas desceram e juntaram-se à brincadeira; encharcadas e felizes lutávamos pela posse da mangueira, até que cansadas de tanto rir nos sentámos no chão molhado.
E é assim que eu sei, que passe o tempo que passar, eu nunca crescerei!

domingo, 19 de agosto de 2012

Serões na provincia.

Depois do passeio nocturno (para desmoer que aqui come-se muito), já esparramadas confortavelmente nos sofás degladiávamo-nos com os três comandos. Objectivo: pôr o DVD a funcionar para ver um filme.
Depois de várias tentativas conseguiu-se ter o dvd e a tv finalmente ligados, mas continuávamos sem imagem.
Amiga: põe isso no AV!
Muitas carregadelas de botões depois e depois de experimentarmos varios AVS pergunta a amiga:
Mas não sabes qual é o AV?
Filha da amiga- Deve ser o Avé Maria!