terça-feira, 4 de agosto de 2015

É só uma ideia...

Cá por coisas minhas passei há dias por uma experiência em que estive privada de beber e comer fosse o que fosse durante 24 horas.
O dia estava quente, o sol tisnava, o chão fervia; um dia de canícula!
A privação de comida, por um dia, até nem custou nada mas a sede senhores! A sede foi um horror!
Os lábios secos, a boca pastosa, e o dia a avançar; o calor a apertar e os lábios cada vez mais secos... e a saliva quente… e cada momento a sede a aumentar…
Também não podia molhar-me e por isso tinha ainda mais calor.
Digo-vos que, e apesar de saber que foram apenas 24 horas, foi de tortura!

É assim que se sentem os animais de rua todos os dias só que ao contrário de mim, não foi escolha deles, e não sabem abrir torneiras, nem entrar em cafés ou restaurantes e pedir água.

Este Verão vamos pensar neles e deixar um recipiente com água fresca e limpa à porta do prédio, num jardim, ao pé de um arbusto, onde seja.
Quem alinha?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Oportunidade do caraças!

Esta casa, de uma amiga minha, está à venda.
A casa é no Meco e como podem ver pelas fotos é absolutamente deliciosa!
Alguém interessado?

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ó pá! É que era mesmo isto que me estava a faltar!

Pelos vistos não há limites para a febre vintage!
A Renova reeditou o primeiro papel higiénico que lançou no mercado e anuncia-o assim:
"… uma relíquia dos anos 60, uma viagem no tempo que o transporta para uma outra época. Renova Super foi o primeiro papel higiénico 100% português, muito antes do sucesso dos Beatles, num tempo em que um simples caramelo podia ser um verdadeiro tesouro.  
Uma edição muito especial com rolos individuais embalados manualmente.
Surpreenda todos os seus amigos e renda-se à tendência vintage: a moda que nunca passa de moda."


Ó pá, a sério? 
E ainda por cima fica barato um rolito!
Quando um caramelo era um tesouro?
Surpreender os meus amigos com um rolo de papel higiénico? 

Só me lembro mesmo daquele pregão que se ouvia nos estádios antigamente - um pregão vintage portantoS - 
"É p´ró cú, é p´ró cú, almofadinhas p´rá bola!"

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ainda que mal pergunte...

Só assim para ter uma ideia de quanto é que vou ter de pôr assim de lado ali num mealheirozito para quando chegar a altura, esta coisa do OXI vai obrigar-me a acrescentar quanto mais aerios ali aos meus impostos?
(pois se eles não pagam alguém vai ter de o fazer, não é?)

P.S. - também se pode dar o caso de eu não ter percebido um caracol e os gregos não terem nada dito que afinal não vão pagar o que pediram emprestado na condição de pagar.
Se alguém me puder explicar...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Até já T.


Há 3 anos atrás convidei-vos a conhecer um blog de uma amiga querida; hoje deixo-vos o último post escrito por ela (27 de abril de 2015).

A T. deixou-nos no sábado.

"Continuo viva. "Ressuscito" com alguma frequência. Houve aí um dia ou dois em que praticamente morri, e não me pareceu mal.
Há alturas em que o fim do pesadelo é uma opção muito simpática.

E é quando embato no desistir/não desistir.


Tenho ou não esse direito? Depois de tantos anos de luta e sofrimento acabarei como aquela que desistiu? Será essa a memória final?


Prometi a mim mesma, há alguns anos, que o melhor legado que iria deixar à minha filha seria o exemplo da determinação, da luta, do ultrapassar as dificuldades, do nunca desistir…


E agora, vou até ao fim numa luta que está para acabar ou deixo-me descansar tranquilamente…?


T."


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Ouvido de passagem

Uma destas noites aceitei o convite de uns amigos e fui-me com MQT na Rota das Tapas (recomendo vivamente mas agora só para o ano que aquilo já acabou).
Pára aqui, pára acolá, enfarda mais uma tapinha aqui mais outra acolá… o que nos vale é que a cidade tem sete colinas e como tal é sempre a subir e a descer o que parecendo que não sempre vai desmoendo.
Adiante, numa destas subidas, ali numa ruinha do Bairro Alto, pertinho, pertinho de um conceituado colégio onde se aprende a língua de sua majestade, presenciámos a seguinte cena e escutámos o este interessante diálogo à porta de um bar onde, à porta, ondulava a simpática bandeira do arco-íris:

Moço estrangeiro bem apessoado toca à campainha do bar.
Do lado de dentro abrem um postigo pequenino e o porteiro pergunta:
Porteiro - First time here?
Moço estrangeiro bem apessoado - No second time, but the first time I wasn´t wearing the proper underwear…
Porteiro (abrindo a porta com um largo sorriso) - Oh! Today we don´t have dresscode! Welcome in!