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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Se desta vez a justiça voltar a não funcionar

Posso sempre voltar a ter um vizinho famoso noutro qualquer país para onde vá viver…
(foto das campainhas no prédio onde vivia em den Haag, na Holanda)

sábado, 17 de maio de 2014

Um país tão bonito e eles a ver se o estragam!


Ainda ontem pensava enquanto por aqui andava a passear, que este de facto é um país maravilhoso!
Para além do óbvio, das liberdades, do respeito, dessas coisas todas este é um país OSGA FREE!
Nunca aqui eu tinha vislumbrado uma osga ou sardanisca!
Pois que entro hoje aqui numa loja de animais, e o que vejo senhores?
TERRÁRIOS CHEIOS DE OSGAS E LAGARTOS!
Sinceramente…
Calha essa bicheza começar a procriar… andam a ver se estragam o país é o que é!    

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Freud explicará?


Tenho os holandeses como um povo sensato, tanto os homens como as mulheres, mas na hora de escolher calçado, aos homens varre-se-lhes todo e qualquer resquicio de bom senso!
É vê-los a andar por aí, homens altos, magros, loiros, de olho claro, bem apessoados nos seus fatos bem cortados, ostentando, alegremente, preciosidades como estas nos pés!

Acho que acabei de encontrar o modelo de exercicio ideal para mim

Hoje pela manhã, enquanto dançava Happy toda nua à volta do quarto, dei de caras com a minha imagem no espelho.
JESUS!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acho que só vou parar de dançar quando o espelho me devolver a imagem de uns, pelo menos, cinco kilos a menos!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Já cá faltavam estes!


Pois, aparentemente, eles também se lembravam de mim!
Não sei que malapata tem esta bicheza comigo que, segundo o Mais Que Tudo que aqui vem mooooooontes de vezes, e segundo a vizinhança que aqui habita e/ou trabalha estes diabos emplumados, à excepção das vezes em se cruzam comigo ou com uma colega do MQT (esta colega é tão, mas tão pequenina, que me parece sempre vestir tamanho de criança) vivem em paz com o resto da Humanidade.
Hoje lá estavam eles postos em sossego, do outro lado da estrada quando eu vinha a passar; pois foi só desconfiarem que eu era eu e logo se puseram com as exibiçõezinhas de merda!
Eles grasnaram, eles abriram asas, eles ensaiaram corridas para a frente e para trás, e por mais que eu lhes gritasse de volta que lhes dava um biqueiro que os matava e que acabavam na panela, nem isso os demoveu de atravessarem a estrada na minha direcção a ver se me bicavam.
Fui salva pelo senhor da viatura que, por um triz, não passava um a ferro!

Ouch!


Se há coisa por que me pélo em terras yolandesas, comer kibeling enquanto faço compras é uma delas.
Parar numa banquinha e pedir uma porção de kibeling, outra de mexilhōes fritos e mais uma de camarão é coisinha para me pôr a bater palminhas de abanar o rabinho de contente (esta foi uma imagem bonita não foi)!
O que nunca me tinha acontecido foi cortar o labio naquele garfinho que nos entregam; hoje foi o dia!
Logo hoje que tinha tão bons planos para esta boca... 
Estou a pensar no restaurante onde marcámos o jantar de hoje, ok?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Aqui se ilustra o que se dizia acerca das esplanadas holandesas



A chuva até faz "fumo" ao bater no chão mas nas esplanadas está-se bem.

Yolanda

Acabada de chegar à Yolanda volto a sentir o mesmo assombro da primeira vez; espantam-me estas gentes que caminham apressadas e que quando se detêm o fazem apenas por um curto momento.
Nunca cheguei a entender esta mania holandesa de ter que ter sempre o que fazer; preencher cada pedacinho da sua agenda com qualquer coisa que lhes evite o ócio… a sério, pessoa que sou dada à contemplação, que abraço sem pejo algum qualquer momento de dolce fare niente e que me entrego com facilidade ao delicioso embalo da preguiça, custa-me muito compreender esta correria a que se obriga todo e qualquer holandês que conheço. 
Deus os guarde e proteja de serem apanhados a preguiçar!
Imagino até que na Holanda que, de todos os pecados capitais, o mais capital de todos seja mesmo a preguiça (a lúxuria dá-me ideia que não deve de ser, por certo)!

Também nunca cesso de espantar-me com a forma como aqui se socializa; com uma antecedência que oscila entre mês e meio a dois meses, (a sério pessoas) perguntam-nos como quem não quer a coisa, se temos planos para esse dia e se por acaso não estivermos ocupados gostaríamos/poderíamos aceitar o seu convite para um café na esplanada/jantar/almoço/aniversário/teatro/cinema…

E ainda assim, com tanta antecedência (ou se calhar mesmo por isso) espantam-me também as esplanadas sempre cheias; faça chuva, ou faça sol o holandês avança destemido para as esplanadas.
Bem sei que todas as esplanadas, sem excepção, dispõem de aquecimento e largos chapéus cujas pontas se sobrepõem assegurando que não caia pinga sobre os clientes, mas ainda assim só o espirito conversador (quem disse que o holandês é um povo sorumbático não sabia o que dizia; o tipico holandês adora conversar, meter conversa com todo o bicho careta que lhe apareça pela frente e, claro está, interrogá-lo) e esta compulsão para se manter em actividade, ocupado e de preferência ao ar livre justifica a lotação esgotada em toda e qualquer esplanada.

E chegamos à parte do ar livre; todo o holandês adora o ar livre! 
Assim que têm um pedacinho mais desafogado aí vão eles de mochila às costas em direcção à Natureza! 
Correm, caminham, nadam, velejam, remam, biciclam... (isto diz-se?) tudo lhes serve de desculpa para pôr as alvas pernas de fora!
E isto também me espanta; é que parecendo que não o clima por aqui não é dos melhores e nem sequer dos mais convidativos para a prática do desporto no exterior…e sabe Deus que têm casas tão quentinhas e confortáveis…porque não se mantêm lá dentro?

É vê-los a passar de bicicleta para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo; cheios de compras, sacos e cestas, carregados de flores ou só de mercearias, falando ao telemovel, namorados de mão dada em bicicletas lado a lado, cães nas cestas, bebés nas cadeirinhas ou mesmo nos cestos e eu…ESPANTO-ME como raio não se atiram aquelas criancinhas (ou mesmo os animais) das cestas abaixo!

Espantam-me estas crianças tão sossegadas, brancas e loiras, de olho azul e sorriso beatifico, nas bicicletas com os pais, e espantam-me os pais que tomam café com os amigos nas esplanadas enquanto olham de forma benevolente para as suas crianças que brincam no caixote de areia (sim, as esplanadas aqui, não todas mas muitas, têm caixotes grandes de areia, com brinquedos, onde as crianças podem brincar) descalças (caramba, aqui ainda é Inverno, está frio e chove) e sujar-se (muito).
Nem um "Constança, não faça isso que fica toda suja, ´tá ´ouvir?", ou "Bernardo, ´teja quiêto com o laçarote da Constança" ou sequer "Ruben Alexandre, tu não não m´obrigues a ir aí qu´eu dou-te uma cachaporrada"; nada. Os pais conversam com os pais e as crianças brincam (sujam-se, descalçam-se, molham-se, despem-se, comem areia, etc) com outras crianças.

Espanta-me a diversidade de gentes, de raças, de credos, as tribos urbanas, os penteados, os cortes, as cores…

Enfim, espanta-me a Holanda.
Adoro-a!

domingo, 11 de maio de 2014

Sexinho, o que viste da tua janela?




O nascer da alvorada (e só não foi ainda mais bonito porque voávamos para nordeste e eu estava sentada à esquerda no avião. Os sacanas do lado direito é que se deliciaram todos)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Todos os olhos são poucos (e sim é melhor usar esse outro também)!


Dia 31 de Dezembro do ano passado, ao finalzinho da tarde, quando me preparava para começar a cozinhar o jantar da passagem de ano, para não variar, dei conta de que me faltavam alguns ingredientes (sou mesmo uma cabeça d´atum), vesti o casaco , calcei as botas e rezei para que ainda houvesse um Albert Heijn ou HEMA abertos.

Havia ainda um, e estava cheio, cheio, porque afinal eu não sou a única cabeça d´atum ao cimo da terra; lá comprei o que precisava e dirigi-me, feliz e contente à linha de caixas que apesar da eficiência do pessoal que lá trabalha, parecia não mais acabar.
À minha frente estava um homem com um bebé num carrinho, bebé este com não mais de três meses; loirinho, de olho azul, boquinha cor-de-rosa, uma delicia!

Assim que me aproximei, o homem olha-me e vejo na cara dele aquele olhar arrelampado, que costumo fazer quando me lembro de alguma coisa que deveria ter trazido e não trouxe, e saiu da fila em direcção ao centro do supermercado para ir buscar o que quer que fosse de que se tivesse esquecido.
Para minha ENOOOOOOORME estupefacção deixa o carro com o respectivo bebé!
Durante alguns minutos, que a mim pareceram horas, ali fiquei, praticamente em estado de choque,  a olhar para o bebé, e o bebé a rir-se para mim.

Foi o tempo suficiente para que o tigre-fêmea que há em mim acordasse do seu sono profundo.
Quando finalmente aquele pai voltou à fila das caixas e para junto do bebé, pus a unhas de fora, rugi, rosnei (até um safanão lhe dei) e basicamente perguntei-lhe se era maluco e se tinha esquecido de tomar os medicamentos? Se ele tinha noção do perigo que tinha corrido, da irresponsabilidade, da inconsequência, da estupidez do que tinha feito!
Respondeu-me que mesmo por saber isso tinha esperado que fosse uma senhora a chegar atrás dele à fila.
Uma senhora? Mas desde quando uma senhora é garante de não ser raptor?
Juro que não me conseguia calar! As filas, da minha e das outras caixas, estavam em silêncio e só a minha voz se ouvia (uma vergonha; é o costume quando me salta a tampa); todos os olhos postos nele.

Eu sei, porque também sou mãe e o meu filho também foi pequenino, que às vezes é preciso ir ali mesmo à prateleira do lado, que é preciso parar naquela loja e ele está a dormir tão bem no ovo que custa acordá-lo e é só num instantinho, que a conversa com aquela amiga que encontrámos e já não víamos há tanto tempo, está tão boa que nos distraímos um tudo nada, mas não, não pode ser!
É agarrá-los a nós com unhas e dentes!
É o nosso coração fora do peito que ali está; é a nossa Vida!
As merdas acontecem e não dá para facilitar!

Se vos parece exagero aquilo que estou a dizer, vejam aqui alguns exemplos do que falo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A praxe em Delft


Não sei como são as praxes nos outros países e nem sequer sei se as há em todas as cidades universitárias, em todos os países (Luna, como é em Leiden? Espresso como é em Utrecht? Paula como é na Alemanha? Ruiva, e na cidade das acácias? Corisca, como é na terra de Metadinha? Clementine, como é na terra de nuestros hermanos? Gentes que estão por aí a ler noutras partes do mundo, como é por aí?); o que sei é que em Delft tropecei num grupo, de que já aqui falei, de adolescentes que de mochila às costas e em grupos andavam pela cidade. Pensei que se tratasse de uma peregrinação (tipo Santiago de Compostela, Fátima, ou isso)
Curiosa como sou, não descansei enquanto não descobri do que se tratava; pois então era isto.
Dez dias antes de começar o calendário escolar, todos os novos alunos (em grupos não muito grandes; 6, 7, 8) são convidados a conhecer a cidade que os acolhe; a condição é manter a roupa com que deram inicio ao périplo (não a podem lavar durante esses dias).
E é vê-los a caminhar calmamente pela cidade, de mochila às costas (todas iguais com um simbolo que os indentifica), e roteiros na mão, sujinhos, sujinhos, mas calmos e bem dispostos.
E isto a mim, parece-me bem!

Respostas:
Viena check
Alemanha check
Moçambique check
Itália check
Holanda, Utrecht check
Bélgica, Louvain-la-Neuve check

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ai ele é isso?

Não neva?
Pois não faz mal porque vamos patinar na mesma que o que por aqui não falta são pistas de gelo!
(em Gouda)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Os autefites para o rebelhão


A partir das 10 da manhã começou o desfile de gente na rua já a caminho do rebelhão e se alguns, poucos, vinham vestidos com roupa normal e com os sacos com a roupita para a festa a tiracolo, outros, muitos, atravessavam já a cidade (terão ido trabalhar assim e saido directos para a festa?) com o autefite rebelhãonesco!
(não consegui descobrir onde iria ser a festa do Winnie the Poo mas havia muitos, muitos mascarados com as personagens)   

I´m alive, I´m alive!

Mas pensei que morria!
Queríamos ver com os nossos próprios olhinhos aquilo que dizem ser a verdadeira loucura dos YolandeUses; o fogo de artificio (eu cá não queria que tenho um medo que me pelo, mas eles eram dois  - na verdade acabaram por ser 3 - e ganharam)!
O combinado então foi que sim senhora, íamos todos ver o fogo de artificio mas só ao fim do jantar que seria em casa, que eu cá tenho a mania das coisas e tradições de casa e não quero enfiar-me em nenhum hotel ou restaurante a fingir que me divirto com gente que não conheço de lado nenhum.

Chegados à vespera do dia, quer dizer da noite, o coração começou a ceder e pus-me a pensar que se calhar poderia não ser o cenário mais animado para os dois adolescentes que tinhamos connosco (Filhinho Mais Lindo convidou um amigo para vir passar uns dias por aqui e fazer a passagem de ano) e vai daí pusemo-nos à procura de um restaurante giro e com onda, mesmo aqui ao pé de casa, que o frio era de rachar e a malta aqui anda a pé ou de bicla.
À partida pensámos que não seria dificil uma vez que aqui há muitos, (mesmo muitos) o que não poderíamos imaginar era que se viria a revelar missão impossivel!
Os que não nos respondiam que estavam fechados diziam-nos que só serviam JANTARES ATÉ ÀS 17!

E como o que não tem remédio, remediado está, lá me vi eu de roda dos tachos, num dia (e noite) lindo de chuva pegada, frio com ´ó raio que o parta e com dois adolescentes a olhar pelas janelas (lá fora ouviam-se estampidos de fogo de artificio mas não o conseguiamos ver)…
Conforme o prometido e porque os miúdos estavam em pulgas, lá vestimos os casacos, gorros, luvas, tapa-orelhas, calçámos as botifarras e ala para a rua ver o fogo de artificio que ouviamos ribombar por todo o lado.
E pela primeira vez zanguei-me com os yolandeses!

Filhos de uma mão cheia de meretrizes da Babilónia!
Então não é que a brincadeira favorita destes desgraçados durante a noite da passagem de ano. é atirar com petardos, bichas de rabiar, estalinhos (estalões), e o Diabo a quatro aos pés de quem passa e aos carros?!
Juro que me pareceu estar num cenário de guerra!
Arrepiei caminho, estuguei o passo e enxotei toda a minha gente para casa; os miúdos contrariados mas a andar certinho direitinho e Mais Que Tudo a rir-se de mim (mas para dentro porque eu estava pior do que uma barata) porque sou uma caguinchas!
E sou, pois sou, mas antes uma caguinchas com a familia inteira do que uma fortalhaça aleijada e com a sua gente ferida!

De maneiras que era quase meia-noite e estávamos quatro gatos pingados em casa, dois a ver televisão, um no computador e a coisa não me estava a correr nada bem…
O Moet geladinho, os flûtes a postos, as cornetas e as passas já contadas à espera da hora, e eu sem saber como havia de animar esta tropa.
E foi quando já só faltavam uns três minutitos para a viragem do ano, que olhei pela janela e vi, finalmente, FOGO; fogo de artificio a serio! Por cima dos telhados e por todo o lado à volta da casa!
E fiz o que os maluquinhos fazem!

Vesti o casaco, enfiei o carapuço, agarrei na garrafa, enfiei as passas numa algibeira, as cornetas na outra, flûtes na mão e desatei a chamar por eles enquanto corria e saia porta das traseiras afora em direcção ao telhado!

E senhores, foi uma meia noite maravilhosa! E uma da manhã maravilhosa! E uma e meia da manhã maravilhosa, porque estes tipos não paravam de atirar fogo de artificio; das praças, das ruas, das janelas de casa!

E o fogo explodia por cima da nossa cabeça, atrás de nós, ao nosso lado, à nossa frente e nós não sabíamos para onde olhar e corríamos, corríamos de um lado para o outro (tanto fugindo de um fogo demasiado próximo, como para outra ponta para ver melhor um que estava mais longe)!
E vá, lá fiz as pazes com os yolandeses.


  

domingo, 29 de dezembro de 2013

Ai JAZUS, cassusto!

A pessoa está numa afliçãozinha e procura um wc perto de si; paga €0,50 e dirige-se à casinha e quando se prepara para entrar... gentes, nesse momento a pessoa percebe que as portas dos privados são em vidro TRANSPARENTE!
Vê-se tudo (reparem na primeira foto, a menina está dentro da casinha)!
Ups…e agora?
Mas…mas…de repente, assim do nada, a menina desaparece!
E logo de seguida, já lá está outra vez!
E depois desaparece…e volta a aparecer!
A resposta estava na porta (terceira foto).
Ufa!