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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E aqui estou à lareira...

…esperando por elas.
A casa está pronta, as camas feitas de lavado, cheira a alfazema no ar; a mesa está posta (pão de lenha, queijo, azeitonas), o vinho aberto,  as velas acesas e o jantar pronto.
A música toca suave, espicaço o fogo e as chamas elevam-se; aos meus pés a cadela dormita…
Quanta perfeição neste pequeno momento!
Obrigada meu Deus!

sábado, 26 de outubro de 2013

Noite na cidade

Ontem eu e a F. (uma destas) tinhamos a noite programada para a festa!
Três convites, para três festas, na mesma noite!
A coisa carecia de alguma gestão: primeiro o cocktail, depois a das caricaturas, intervalávamos com o jantar (restaurante em bom porque nós merecemos) e seguiríamos para a última, que começava bem mais tarde!
Quase à hora marcada e depois de vários telefonemas "já estás a caminho?", "Vou sair agora", "Estás a apanhar trânsito? Por aqui está limpo", "Já estacionaste?", "Vou subir", "Afinal onde é que estás? Ah, entraste nessa loja? Vou aí ter contigo", lá nos encontrámos com muitos beijos e abraços (quem visse diria que não nos víamos há três/quinze dias)!
Já que tinho ido ter com ela àquela loja, melhor era se aproveitasse; e já agora a outra que estava ao lado, e a outra, e a outra, e a outra também (e assim se faz uma avenida).
Ao fim de muito mais tempo do que leva a dizer supercalifragislistoespialidosis lá nos voltámos a lembrar ao que tinhamos ido; o cocktail!

Mas aquilo já não eram horas de cocktail coisa nenhuma e por isso sacámos do convite para ver até que horas era suposto aparecermos; e foi aqui que o volteface se deu!
O convite era para a véspera! 24 de Outubro e não 25!

Alguém (não vou acusar- me ninguém), tinha visto mal a coisa e trocou-se toda nos dias!
Ao som de gargalhadas, lá sacámos dos restantes convites para verificar as datas; conferia, eram dia 25, pelo menos nesses alguém (não vou acusar- me ninguém) não se tinha enganado.

A esta altura do campeonato e porque caminhar abre o apetite (e a boa disposição também), as barrigas já roncavam (roncavam é o termo certo, porque aqui ninguém se alimenta de alpiste e folhinhas de alface) começámos a arrepender-nos de ter marcado mesa para tão tarde…e se…desmarcássemos e fossemos maZera à Portugália?

É que nem foi preciso dizer duas vezes!
Borrifámo-nos para as festas, e fizemos a nossa própria festa bem regada a imperiais!
Antes do regresso a casa ainda demos um passeio bem abraçadas, a rir e a conversar, como fazíamos nos tempos em que ambas estudávamos à noite e eramos umas teenagers inconscientes, sem filhos, e  contas para pagar.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As minhas amigas matam-me (de riso)!

Eu tenho amigas tããããão parvas!
(Esta é para ti, tu sabes quem és)

Amiga muito querida envia-me um e-mail daqueles mimimis (amiga muito querida não é mimimi) com a foto de um bichinho amoroso (foto que se pode ver abaixo); eu respondo "que amoooooor" (eu não sou mimimi mas ando a tomar pastilhas para me manter tranquilinha enquanto mamãe furacão convalesce em minha casa).
Amiga muito querida responde de volta:
- Parece mais eu quando nasci.

domingo, 28 de outubro de 2012

Rescaldo do serão de ontem


Pois ontem na cottage (chique não é? Eu cá gosto muito de dizer cottage) acendeu-se a lareira pela primeira vez, neste Outono; a noite não estava particularmente fria mas queríamos assar castanhas enquanto se via um filme.
A lareira foi fácil de acender mas voltámos a ter problemas com o AV para pôr o vídeo a correr.
Ao fim de algumas tentativas lá atinámos com a coisa, e sentámo-nos (eu, uma das amigas do Sexo e a Idade e a nossa prole) aguardando que as brasas ficassem no ponto para lá pôr as castanhas.
Foram distribuidas as mantinhas e cada um tomou o seu lugar; eu fiquei de guarda ao fogo.
Acabei por ficar com tanto calor que, primeiro socorri-me do leque, depois...pus um banco lá fora no patio e vi o filme pela janela!
Em pijama!
Mas valeu a pena; as castanhas estavam que se podiam lamber (como podem ver na foto); uma delicia!
Hoje dói-me um bocadinho a garganta...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Hansel and Gretel na vila

Penso que toda a gente conheça a belissima história de Hansel and Gretel, crianças desgraçadas, filhas de um lenhador pobre que de acordo com a sua mulher, decidem abandonar as crianças na floresta porque não têm condições de as manter (estes gajos eram parvos ou quê?); as crianças que deram conta do plano, resolvem à socapa ir soltando migalhinhas para encontrar o caminho de volta (palermas!).
O resto da história aqui para o caso não interessa nada e por isso, adiante!
No fim de semana passado eu e uma das que deu nome aqui ao estaminé pirámo-nos para o campo ( a casa da da colmeia) mas pela noitinha, e depois de jantar lautamente num restaurantezinho numa localidade ali próxima, resolvemos fazer um passeio higiénico, para desmoer (ela, que eu estava lindamente).
E lá fomos nós mais a bicha cadela Mel.
Fomos andando e conversando, e continuámos a andar e a conversar, e às tantas, a bichinha com tanta passeata e converseta, teve um aperto intestinal e ai que daqui me sirvo, necessidade fisiológica em estado solido ali mesmo.
A amiga: Trouxeste saco?
Eu: Não, esqueci-me; tens lenços de papel?
A amiga: Não. E agora?
Não havendo árvores de folha larga à vista saimos de fininho, a coberto da noite.
E lá fomos, conversando, desmoendo e rindo muito.
Já noutra rua, esticão na trela; a bicha cadela travou; olhámos e lá estava ela noutro aperto.
Olhámos à volta e nem sinal de um saquito de plástico, um papel de jornal, uma folha des sardinheira assomando de uma varanda...nada (e graças a Deus, nem vivalma).
A cena repetiu-se ainda algumas vezes.
A bicha coitada estava desarranjada e foi isto, vez após vez e uma pessoa sem sacos, lenços de papel ou árvores de folha larga.
O melhor era voltar rapidamente para o carro; e onde é que ele estava?
E de que lado é que viemos? E para que lado é que é voltamos?
Perdidas! Numa vila desconhecida, a meio da noite.
Bom, to cut a long story short, só graças à bichinha que foi deixando as suas "migalhinhas" nos foi possível encontrar o caminho de regresso!
Caso contrário andaria agora a GNR ainda à nossa procura!

Nota: Tenho sempre kilos, para não dizer toneladas de sacos para as "migalhinhas" comigo; neste caso especifico tinham ficado na outra carteira, que por sua vez, tinha ficado em casa.
Embora tenha sido uma situação excepcional em mim, estou a pensar propor-me para trabalho comunitário (um estábulo ou outro que necessite ser higienizado) só para me redimir.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nunca crescer!

Com tanta arrumação e jardinagem tanto o pátio, como o terraço e até a garagem precisavam de uma boa mangueirada.
E foi o que fui fazer enquanto amiga e sua rica filha dormiam ainda.
Acoplei pistola à mangueira e mangueira à torneira e, o mais silenciosamente possível, fui varrendo com a água todo o lixo espalhado (folhas, ramos, terra).
A coisa até estava a correr bem quando, com um estouro, a pistola sai disparada da mangueira que ficando a rabiar no chão desata a atirar água para todo o lado indiscriminadamente!
Na tentativa de a agarrar, enquanto ela continuava a serpentear pelo chão, fui ficando o chamado "pinto"!
Cabelo, cara, pernas, camisa de noite (sim, ainda estava em traje nocturno),  enfim tudo, estava já encharcado!
A perseguição à mangueira tornou-se de tal forma cómica que já me ria a bandeiras despregadas (seja lá isso o que for); abre-se uma janela lá em cima e eis que assomam amiga e sua rica filha no preciso momento em que consegui agarrar a mangueira rabina!
Os olhos e a mão elevaram-se na direcção da janela e a água virou brincadeira de meninas!
Elas desceram e juntaram-se à brincadeira; encharcadas e felizes lutávamos pela posse da mangueira, até que cansadas de tanto rir nos sentámos no chão molhado.
E é assim que eu sei, que passe o tempo que passar, eu nunca crescerei!

domingo, 19 de agosto de 2012

Serões na provincia.

Depois do passeio nocturno (para desmoer que aqui come-se muito), já esparramadas confortavelmente nos sofás degladiávamo-nos com os três comandos. Objectivo: pôr o DVD a funcionar para ver um filme.
Depois de várias tentativas conseguiu-se ter o dvd e a tv finalmente ligados, mas continuávamos sem imagem.
Amiga: põe isso no AV!
Muitas carregadelas de botões depois e depois de experimentarmos varios AVS pergunta a amiga:
Mas não sabes qual é o AV?
Filha da amiga- Deve ser o Avé Maria!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Para a Jú


Naquele tempo podíamos brincar na rua; e nas escadas do prédio que nunca tinha portas fechadas.
O tempo dividia-se em tempo de escola e tempo de férias.
E todo o tempo do mundo nos empurrava uma para a outra.
Brincávamos, brigávamos (pouco), aprendíamos, riamos, chorávamos e crescíamos.
Eu e a Ju.
Eu morava no terceiro andar ela no segundo; todo o dia escada abaixo, escada acima num corropio.
Tu não pudeste ser tão criança quanto eu; tinhas já muitos afazeres, muitas responsabilidades, muitas tarefas, muita coisa te era exigida; demasiadas.
Tantas que um dia, ainda não tendo crescido tudo, optaste por ir embora.
Foste para longe e eu que era mais pequena (tão mais pequena) que tu, passei a ver-te de longe em longe.
Criaste uma família, inventaste uma vida, fizeste tudo de novo e durante algum tempo parece que correu bem.
Perdemo-nos uma da outra, eu era miúda e tu já não.
Encontrámo-nos um dia para nos despedirmos do teu "papá"; tagarelámos como se nos tivessemos apenas despedido na véspera (dizem que as boas amigas se reconhecem por isso), rimos muuuito ("a ocasião não é para rir", disseram os outros, os que não sabiam do passado) e trocámos contactos e promessas de estreitar a distância (geográfica).
Acreditámos porque voltávamos as duas a ter a mesma idade, agora eu também com responsabilidades; mas não teve que ser assim.
Disseram-me há uns anos que não estavas bem, que o mundo foi mau para ti outra vez, que ninguém sabe de ti...e eu procuro-te e procuro-te; chegam pistas, levam a becos sem saída; não estavas ali ou já não estás ali.
Ontem mesmo isso aconteceu.
E eu continuo a procurar-te.
Procuro a minha amiga de infância, para a ajudar a ser criança outra vez.
M.J.V.R.F.

domingo, 22 de abril de 2012

Estou na dúvida...

...se hei-de coroar este post com uma foto das minhas amigas que são lindas de morrer ou se das vieras gratinadas que fiz ontem para o jantar...
Enfim, logo decido.
Ontem foi noite de jantar de miúdas; cá em casa, pela primeira vez.
Como não sou assim um Ferriá, ou um Avillez, nem sequer um Chacal (mas também tenho uma bicha cadela), ontem estive um bocadinho angustiada a pensar no que iria fazer para o jantar.
Não as queria impressionar que entre nós não precisamos disso, apenas queria que comessem bem (na casa delas come-se divinamente e recebem divinamente também) e não mal dissessem a hora em que tinham aceite o convite em vez de irmos para território neutro e seguro; um restaurante.
Como tal resolvi apostar nas minhas almofadinhas de vitela com massa folhada (isto agora é que começa mesmo a parecer um blogue daqueles...desses!) que estou batida a fazer e agradam sempre a toda a gente; valor seguro portanto.
A seguir o vinho; pacifica esta parte que não sendo eu e o meu rico maridinho nenhuns bebedolas temos uma garrafeira que não envergonha ninguém (o saca-rolhas XPTO e caro com´ó caraças é que envergonhou porque não fez o que lhe competia. Nota mental - ir à loja fazer chinfrim e pedir a troca imediata do material!)
Da sobremesa tratou a M. (abençoada criatura que disse logo que ela é que trazia a sobremesa) e estava deliciosa; caso ela não o tivesse feito tinha duas opções; a saber:
Primeira opção: Apfelstrudel do Lidl, polvilhada a canela;
Segunda opção: Se tivesse vergonha na cara iria a uma pastelaria conceituada buscar uma "bomba de merengue", "delicia de morango" ou coisa que o valha.
O busílis punha-se na entrada!
Sopa? Embora faça uns cremes de espinafres, agrião com coentros e outras maravilhosas, não me parecia que fosse por aí; que fazer então?
Ó dilema!
E foi então que me lembrei que o meu homem faz umas vieiras gratinadas maravilhosas!
Corri a comprar as bichinhas, congeladas en su casquita!
Segundo dilema do dia; o homem está na AS (adivinhem onde é se quiserem) e não pode usar telemovel, internet, nada, até praticamente ao final do nosso dia. E agora? Como é que se faz esta coisa?
Esperei; e ele lá m´apareceu, finalmente no skype!
Ah e tal, como é qu´isto se faz?
E lá do outro lado do Mundo, mais uma vez como faz sempre este querido marido, ele me Guiou Para o Sucesso (GPS)!
Meu querido GPS!
Resumo, que o texto já vai longo; quando elas chegaram tinha os dois tabuleiros no forno prontinhos, a mesa posta já com os devidos amuse-bouche e toda a situação controlada!
Bom, toda não, porque a s mocinhas capricharam, como fazem sempre, e apareceram como se tivessem reserva no El Buli! Lindas de morrer, arriadas da cabeça aos pés, irrepreensíveis do dedinho do pé até ao ultimo fio de cabelo e eu, eu parecia a gata borralheira em versão pirata com a minha camisolinha às riscas...
PS- pelo sim pelo não ponho a foto das vieiras que eu não quero que me roubem as amigas, de giras que são!

domingo, 25 de março de 2012

PROCURA-SE...

Procura-se uma amiga com quem se possa contar nao so na alegria mas tambem na tristeza; procura-se uma amiga a quem se possa confidenciar tudo e nao va contar a outros; procura-se uma amiga com quem se possa ser tola e inconsequente;  procura-se uma amiga com quem se possa ser inteligente e que nao pense que nos estamos a armar; procura-se uma amiga que nos enxugue as lagrimas e nos ensine de novo o caminho para o riso; procura-se uma amiga que nos acompanhe nas loucuras mas seja capaz de nos fazer assentar os pes nos chao; procura-se uma amiga para ir passear, ir ao cinema, conversar ou só mesmo para ficar calada; procura-se uma amiga a quem se possa telefonar porque está a dar um filme lindo, uma serie estúpida, uma noticia importante, porque não se quer estar sozinha ou só porque sim; procura-se esta amiga porque perdi a minha há algum tempo atrás e não sei onde está...