segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Ahahahahahah morri!


Querida Mãezinha frequenta agora um Centro de Dia, onde para além de companhia entre os seus pares tem também muitas actividades; lavores, ginástica (algumas fazem batota e só levantam a bengala, diz ela), vão ao teatro, fazem festas e assistem a sessões de esclarecimento (nada de política). 
A de hoje, acabou ela de me contar, foi mesmo muito interessante.
Então e qual era o tema? Perguntei. 
Sexo! 
Como evitar doenças sexualmente transmissíveis, métodos de contracepção e isso! 

Ainda não consegui parar de rir com o sentido de oportunidade e timming de quem engendrou a palestra! 
A assistência tinha entre 82 e 93 anos! 
Ahahahahahahahahahahahahahah

Não aguento! 
Ela dá cabo de mim! 

E o meu aniversário?


Alguém se lembrou dele?
Ah pois é!
Aposto que ninguém!
E eu já fiz duas vezes desde que me ausentei daqui.

Sou agora uma senhora com a provecta idade de 51 anos!
(e não dói nada!
Traz algumas mudanças que traz, e eu as contarei se me pedirei muuuuuuito, mas não dói nada!)

Venham daí os parabéns!
(estou à espera...)

domingo, 21 de outubro de 2018

Eu sei, vocês querem é saber da minha Zuca


Pois que a minha Zuca cá anda (igualzinha a si mesmo), e talvez a única novidade seja mesmo o facto de ela ter parado de me chamar assim:  "fais favor" e me ter passado a chamar: "comadjinha" (tradução - comadrinha).

E vejo já o revirar de olhos dos mais tradicionais; O quê? O desplante! O horror! O abuso!

Pois que seria de certeza um horror, um desplante, um abuso não fosse esta criatura a quem confio há anos, não só as chaves da minha casa mas também, e sobretudo, o meu filho.

Sim, desde sempre nesta minha irrequieta vida de nómada foi esta minha tresloucada Zuca que me tranquilizou dizendo: "Quando você não está o seu filho é meu filho".
E sempre cumpriu (mais até do que se podia desejar).

Por isso sim, somos "comadjinhas".
E com muito gosto! 

sábado, 20 de outubro de 2018

Post mete nojo

Só para dizer que estou na revista Máxima!


Um ENORME obrigada à revista Máxima  por tão grande distinção! 


Ver o meu nome num artigo (Mulheres que valem por 30 - Primeiras entre pares) é coisa para me levar às lágrimas de comoção (e inflar o ego quase até não caber na própria pele). É muito bom saber que contribuímos para fazer a diferença. 


Muito, muito obrigada #manueldiascoelho, muito, muito obrigada #mariajoaomartins .

Querida Mãezinha, a radical.

Mas não fui eu a única a mudar de geografia; Querida Mãezinha mudou também!

Como já vos tinha dito anteriormente (há mil anos atrás, num outro post que não faço a mínima onde está) Querida Mãezinha vivia na zona velha da cidade, bem no epicentro da vergonha de despejos a que se assiste de há uns anos para cá, e também ela não escapou à ganância e desonestidade dos proprietários do imóvel onde viveram 3 gerações da minha família, mas esta estória ficará para outro post se a isso me ajudar o engenho e a arte (ná, se a pachorra me ajudar porque a estória é longa e tenebrosa).

Bom, dizia eu Querida Mãezinha mudou de casa também e tendo ela já a proveta idade de 83 anos temi que tudo isto a abalasse muito e se me fosse abaixo das canetas (que já de si são fraquitas como sabem  ).

Mudar de localidade tendo vivido ali toda a sua vida, sair da casa onde viveu mais de 50 anos, ter que escolher o que levar e o que deixar - havia ali móveis que já os meus avós tinham herdado e outros feitos de propósito para aquela casa que não caberiam facilmente noutra - deixar as vizinhas que sempre conheceu, as lojas onde sempre comprou...
Não se me avizinhava tarefa fácil e temi pela saúde de Querida Mãezinha; desta vez não só a física mas sobretudo a mental.

Tentando que ela não ficasse muito triste por ter que deixar algumas das suas coisas para trás EXAGERADAMENTE (e sem pensar) sugeri "Olha, deitamos tudo fora e fazemos tudo de novo! Viveste toda a vida com estas mobilias e agora podes tu escolher o que quiseres e fazer a tua casinha como sempre a imaginaste! Que tal?"

Sorriu com aquele olhar terno de quem percebe que só lhe estamos a dizer aquilo para a animar.

Mas eu devia ter imaginado!
Eu deveria conhecê-la melhor!

Quando no dia seguinte cheguei ouvi ainda na escada um barulho como este ...mas o cenário estava já armado quando lhe entrei em casa.

No corredor jaziam os restos mortais de mesas de cabeceira várias, uma cristaleira (opah! daquelas bem antigas, com portas trabalhadas, tampo de mármore, espelho e vidro martelado!), sacos no chão com louças das mais diversas e estava em curso a destruição de uma mesinha de jogo...

Imaginam a minha cara? Imaginam?!
Fiquei especada à entrada sem conseguir sequer articular uma palavra.

Olhou-me com ar cândido e perguntou-me:
- Não disseste que era para fazer tudo de novo?
  Então, vai tudo p´ro lixo!

E foi.
Querida Mãezinha é muito literal (e radical também ).


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Esclarecendo!



Ainda agora uma pessoa aqui voltou e uma certa Flor já nos ameaça de porrada!
(isso é lá maneira de dar as boas vindas)

Sim, estamos em Paris mas lembram-se como era enquanto estivemos na Arábia Saudita, Hungria, Holanda e isso?

É igual!
Vou, volto, vou, volto... em verdadeira ponte aérea.

Gosto demasiado do meu burgo e do que faço para mandar tudo às urtigas e mudar de vidinha.

Segundos!


Mais que Tudo continua lá fora a caçar mamutes mas agora já não tão longe.

Na verdade é uma treta porque o que eu gosto é quando andamos assim longe e numa realidade completamente diferente da nossa mas não, os donos daquilo tudo decidiram que em Paris é que se estava bem e agora pimbas!
Desde há dois anos que aturamos os franciús!

E antes que comecem já com o "Ai que sorte!", Ai que deve ser tão bom", "Ai quem me dera!", a pergunta que se impõe:

- Já alguém tentou passar o Verão em Paris?!
- Já alguém sentiu aquele calor peganhento agarrado a si sem ter uma praia para onde fugir?

Não?

Então tudo caladito faxavôr!

Já para não falar dos preços a que estão os arrendamentos em Paris... a quantidade de malas e sapatos que uma pessoa podia comprar....

E o pior é que sabendo eu que o bom Deus até costuma atender os meus pedidos e fazer-me as vontades fui imprudente o suficiente para em 18 de Fevereiro de 2013 (sim, andei horas aqui à procura porque já não me lembrava onde tinha o post) ter publicado isto!

Ao menos que tivesse pedido mais umas duas assoalhadas!
E um elevador!
Quarto andar sem elevador... ninguém merece... (mas tenho umas pernas e um rabo lindos!)

E do que é que gostas mais em Paris, ouço-vos perguntar; bom depende da época.

Na primavera, outono e inverno de passear e de me "perder" pelas ruas; sentar-me numa esplanada e ver a vida passar, fazer um roteiro e ir onde não fui ainda mas no Verão, ah no Verão, aquilo de que mais gosto é o avião de regresso a Portugal!

PRAIA!!!!!!!